Beyoncé, pressão estética e gordofobia

Vi uma foto da Beyoncé em um tweet e achei tão majestosa que tirei um print e mandei pro meu namorado. “Olha como ela é perfeita!”. E ele, um pouco mais antenado que eu, me disse que as pessoas no Instagram estavam destilando comentários maldosos porque teoricamente a Beyoncé estaria “fora de forma”.

Foto: Reprodução

Pra início de conversa, o que é “fora de forma”? Fora de que forma, a magra?

A Beyoncé pode já ter sido mais magra, pode ter engordado, mas isso não faz dela gorda, assim como quando uma pessoa gorda emagrece não necessariamente ela se torna magra. Olhar pra essa foto e enxergar uma mulher gorda é uma distorção da realidade, é ver na prática como a pressão estética funciona. Estar fora do padrão é uma coisa — e vamos combinar que nem isso Bey está — ser gorda é outra. E mesmo que ela de fato tivesse se tornado uma mulher gorda, isso não diz respeito a ninguém.


Considerar esse corpo como gordo é dar um tiro na representatividade, é permitir que marcas usem modelos que vestem 44 para representar uma linha plus size. Vou contar uma coisa pra vocês: dentro do universo gordo, uma pessoa que veste 50 é considerada gorda menor, e ela não é representativa para pessoas que usam 60 por exemplo. Já pararam pra pensar como uma pessoa de fato gorda se sente quando vê a Beyoncé sendo hostilizada pelo seu corpo curvilíneo?


Ser gorda não é ruim, não é feio, não é pior. Não é motivo pra ser hostilizada, não significa falta de saúde, não é xingamento. É uma característica e só! Olhar a foto de uma pessoa magra e chamar de gorda em tom pejorativo é um comportamento patológico e preocupante. Todo mundo sofre pressão estética, isso é fato, mas jogar suas expectativas e frustrações no outro é cruel, é mesquinho e completamente desnecessário.

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