A luta contra a gordofobia e seus aliados

Atualizado: Ago 14

Já estou há um bom tempo falando sobre gordofobia e da importância de lutar contra esse “mal social” que não apenas adoece como restringe direitos. Mas chegou a hora de falarmos sobre os nossos direitos! O direito do corpo gordo e todas as alternativas possíveis que a lei nos apresenta para que alcancemos nossa dignidade como indivíduos.

Foto: AllGo | Michael Poley

Para esse nosso primeiro contato, achei importante abrir um pouquinho meu coração e minha história, e falar como surgiu o projeto Gorda na Lei ou “O Gorda” como carinhosamente o chamamos.


Eu (Rayane Souza) só fui aprender efetivamente quais eram os meus direitos na faculdade de Direito. Não só como mulher ou como ser humano, mas como pessoa gorda!


Estamos tão habituados a sofrer com a gordofobia, que este “costume” nos cega e nos faz naturalizar algo que não é natural, que foi construído historicamente e se perpetua até hoje. De fato, sofri calada por muitos anos, não preciso nem citar aqui as diversas situações que enfrentei, pois tenho certeza de que vocês também passaram ou passam por isso diariamente. O fato é que decidi fazer algo para mudar essa triste realidade e, a partir daí, comecei a idealizar o Gorda na Lei.


Durante a faculdade cultivei uma grande amiga, que me acompanhou nestes anos de luta contra a gordofobia e, quando pensei no projeto, o nome dela logo me veio a mente. Prontamente a convidei para o projeto e obtive a seguinte resposta: Mas amiga, eu sou magra!


Ao me deparar com essa resposta lembrei de uma frase que li certa vez: “Lutar por direitos não significa lutar pelos próprios direitos em um sentido individual. A noção de direito implica sempre a sociedade. Por isso é que podemos dizer que a luta é lugar de todos (...)”.  E foi esta a resposta que dei para ela, precisamos de TODAS e TODOS nessa luta! Precisamos de aliados, de pessoas com empatia em todos os lugares de fala.


Nem todos conseguem sofrer gordofobia, mas todos conseguem combatê-la!


O projeto não é só uma forma de alertar e ensinar pessoas gordas de seus direitos, mas também é uma forma de buscar aliados para a nossa luta. Foi a partir deste princípio que nos juntamos, cada uma em seu lugar de fala, com o intuito de democratizar o direito dos gordos e trazer informações importantes para que alcancemos nossos espaços na sociedade.


Neste nosso primeiro texto para a Revista Hilda convidamos você, leitor, não só a reconhecer seus direitos como pessoa gorda mas a brigar por eles da forma juridicamente correta, pois o lugar do gordo é o lugar onde ele quiser estar!


Fontes:

Marcia Tiburi. Feminismo em comum. 5ª Ed. Editora Rosa dos Tempos. Rio de Janeiro, 2018


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