6 livros para aprender a amar seu corpo

Atualizado: Ago 13


Quando se trata de amar o próprio corpo, toda mulher tem dificuldade em fazê-lo por completo. Seja por só conseguir enxergar defeitos ou não saber por onde começar, ela está sujeita à baixa autoestima. Quando gorda, essa questão é mais grave ainda visto que o corpo gordo vai contra o ideal pré-estabelecido socialmente. E como fazer para se amar independente das represálias sociais? E como amar o corpo que as revistas tanto odeiam? Por isso, trouxemos 6 livros para aprender a amar seu corpo!



Para entender como os padrões de beleza tentam controlar a mulher:

"O mito da beleza" de Naomi Wolf


A jornalista Naomi Wolf afirma que o culto à beleza e à juventude da mulher é estimulado pelo patriarcado e atua como mecanismo de controle social para evitar que sejam cumpridos os ideais feministas de emancipação intelectual, sexual e econômica conquistados a partir dos anos 1970. A autora também confronta a indústria da beleza, tocando em assuntos difíceis, como distúrbios alimentares e mentais, desenvolvimento da indústria da cirurgia plástica e da pornografia.



Para entender a repressão ao corpo gordo e suas consequências:

"Meu corpo, minhas medidas" de Virgie Tovar


Crescendo como uma garota gorda, Virgie Tovar acreditava que seu corpo era algo a ser "melhorado". Mas depois de duas décadas de dieta e culpa constante, ela superou isso - e se deu de presente a liberdade de confiar em seu próprio corpo. Desde então, ela ajuda outras a fazerem o mesmo. Tovar está faminta por um mundo onde os corpos são valorizados igualmente.




Para perder o medo de ser/estar gorda:

"Gorda não é palavrão" de Fluvia Lacerda

Mesmo as pessoas que sabem que peso não é indicativo de beleza, saúde ou caráter ainda têm dificuldade em superar os valores associados às palavras "gorda" e "magra". Por que permitirmos que "gorda" seja praticamente um palavrão, um insulto? Com uma história de trabalho duro e muitas conquistas, Fluvia Lacerda, a mais renomada modelo plus size brasileira, nos oferece este manifesto inspirador de autoaceitação, encorajando mulheres a questionarem a falta de representatividade de tamanhos na moda e na mídia, a não se submeterem aos padrões impostos e, principalmente, a se amarem mais.



Para aprender a se olhar de forma positiva:

"Pare de se odiar - Porque amar o próprio corpo é

um ato revolucionário" de Alexandra Gurgel


A youtuber Alexandra Gurgel, conhecida por seus vídeos sobre autoaceitação, movimento body positive, autoestima, relacionamentos e luta contra a gordofobia, escreve sobre a trilha do caminho até o amor próprio. Ela também fala sobre a construção de uma autoimagem mais positiva, entendendo como a sociedade em que vivemos interfere diretamente na relação que temos com o nosso corpo.




Para colocar em prática o autoamor:

"100 dicas para amar seu corpo (como ele é)" de Thati Machado


Falar de autoestima e empoderamento é algo frequente para a autora, Thati Machado, seja em suas histórias, vídeos ou redes sociais. Neste livro, ela reune dicas de exercícios e comportamentos para melhorar a autoestima, de pessoas que a influenciaram de forma positiva, de conteúdo interessante e tudo que a ajudou a chegar até onde chegou.





Para entender a importância do respeito ao corpo do outro:

"Fome - Uma autobiografia do (meu) corpo" de Roxane Gay


Nesta autobiografía escrita com sinceridade, a autora Roxane Gay fala sobre como, após sofrer um abuso sexual aos 12 anos, passou a utilizar seu próprio corpo como um esconderijo contra os seus piores medos. Ao comer compulsivamente para afastar os olhares alheios, por anos Roxane guardou sua história apenas para si. Esta não é uma narrativa bem-sucedida de perda de peso. Entretanto, é uma história que precisa ser contada, e ela o faz com eu estilo contundente e impetuoso, ainda que dotado de um humor mordaz.



Bônus: 5 livros com protagonistas gordas


Eleanor & Park de Rainbow Rowell

Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de 16 anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas da escola. Eleanor, gorda, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas, é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impedem que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths.


Juntando os Pedaços de Jennifer Niven

Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca... mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso - até o dia em que ele encontra Libby. Ela é nova na escola e passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte da mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack.


Dumplin' de Julie Murphy

Gorda assumida, Willoedean Dickson (apelidada de Dumplin' pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo... até Will arrumar um emprego numa lanchonete fast food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular... e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo, mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca. Ao contrário do que se imaginava - a relação com Bom aumentaria ainda mais a sua autoestima -, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: se inscreve no Concurso Miss Jovem Flor do Texas - junto com três amigas totalmente fora dos padrão - , para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer garota magra.


Amor Plus Size de Larissa Siriani

Maitê Passos é uma garota linda, de 17 anos e mais de 100 kg. Ela passou a infância e a adolescência sendo resumida ao peso. Mas e quanto é justamente esse o fator que pode mudar completamente a sua vida? Em meio ao turbilhão do ensino médio, com uma mãe obcecada por dietas, um crush antigo por Alexandre, o cara mais gato da escola, e uma amizade deliciosa com Isaac, fotógrafo amador, Maitê vai descobrir que não precisa ser igual a todas as outras meninas para ser feliz.


Poder Extra G de Thati Machado

Nina não é uma mulher de tipos. E não apenas por causa dos seus 92kg. Nina tem atitude e amor próprio. Talvez não nessa ordem, mas quem se importa? Ao namorar Marco, ela achava que estava subindo mais um degrau rumo ao topo de sua autoestima. É claro que alguns sinais lhe alertavam do contrário, só que o ego pode ser bastante ensurdecedor quando nos convém. Depois de se dar conta da farsa que era seu relacionamento, Nina deixa sua vida em São Paulo e parte rumo a Buenos Aires, para um mês regado a argentinos sedutores e muito doce de leite. Ela só não esperava que o país dos hermanos pudesse lhe trazer muito mais do que uns quilinhos extras.


Bônus 2.0: Super-heroína gorda

Faith por Jody Houser, Francis Portela e Marguerite Sauvage


Faith é a super-heroína que vai contra o estereótipo: nada de fantasias justas ou poses sexualizadas. O quadrinho, lançado no Brasil em 2017, não apresenta apelações e traz uma mulher mais próxima da realidade, com medos, ambições profissionais e objetivos comuns. A HQ mantém elementos tradicionais das histórias de heróis, como superpoderes, desfaces, vilões, entre outros vários dilemas. Em resumo, Faith é uma jovem jornalista que tenta conciliar a correria do seu trabalho com a vida noturna de vigilante.



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